Os grupos de cuidados em saúde mental e o grupo de música desenvolvidos na Atenção Primária à Saúde (APS) configuram-se como estratégias relevantes no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse cenário, na tarde do dia 11 de fevereiro de 2026, no auditório da OTICS-Rio Rocinha, foi realizado o encontro dos grupos de cuidados em saúde mental e do grupo de música da Clínica da Família (CF) Rinaldo de Lamare. O evento constituiu-se como um espaço de integração, troca de experiências e fortalecimento de vínculos, contemplando ações de promoção da saúde, prevenção de agravos, tratamento e reabilitação. A condução das atividades esteve sob a responsabilidade da assistente social da unidade, Alexsandra Bezerra, e da antropóloga Marcela Gomes, da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Tais iniciativas fortalecem abordagens coletivas e territoriais, promovendo o cuidado integral e ampliando as possibilidades terapêuticas no contexto comunitário. Fundamentam-se nos princípios da integralidade, longitudinalidade, equidade e vínculo com o território — pilares estruturantes da Atenção Primária à Saúde — e reafirmam a importância da atuação interdisciplinar, bem como da articulação entre serviço e universidade, para o fortalecimento das práticas em saúde mental no território.
Assim, os grupos de cuidados em saúde mental e de música contribuem para a consolidação de um modelo de atenção territorializado, participativo e interdisciplinar. Ao promoverem ações coletivas, ampliam o acesso ao cuidado, otimizam recursos e fortalecem o protagonismo da comunidade no processo saúde-doença.
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Como eixo estruturante do processo formativo, o Canal Teórico-Prático promove a integração entre conhecimento científico e prática assistencial, fortalecendo a autonomia profissional e a segurança na tomada de decisão clínica. Durante a atividade, foram abordadas as indicações e contraindicações da bota de Unna, a técnica de aplicação, o acompanhamento e a avaliação de lesões, com ênfase no cuidado às úlceras venosas. Destacou-se o papel estratégico do enfermeiro na APS na condução do cuidado às pessoas com condições crônicas, valorizando o raciocínio clínico, os registros adequados em prontuário, a educação em saúde e o acompanhamento longitudinal.
A abordagem do tema possibilitou às residentes o aprofundamento de conhecimentos baseados em evidências científicas, além da reflexão sobre a organização do cuidado no território, considerando os determinantes sociais da saúde e as necessidades da população atendida. Dessa forma, a formação teórico-prática sobre a prescrição e aplicação da bota de Unna contribui para a qualificação da assistência, o aumento da resolutividade da Atenção Primária à Saúde e o fortalecimento dos princípios do SUS.
O projeto se destaca, assim, por seu relevante papel formativo e social. No âmbito educacional, favorece o desenvolvimento de habilidades técnicas, críticas e comunicacionais, ampliando as oportunidades acadêmicas e profissionais das residentes. No campo social, fortalece a participação cidadã e estimula o debate sobre saúde pública, desigualdades sociais, cultura e direitos humanos, a partir das demandas reais da comunidade.
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Dessa forma, o projeto se destaca por seu papel formativo e social. Do ponto de vista educacional, contribui para o desenvolvimento de habilidades técnicas, críticas e comunicacionais, ampliando as oportunidades acadêmicas e profissionais dos participantes. No âmbito social, fortalece a participação cidadã, incentivando o debate sobre temas como saúde pública, desigualdades sociais, cultura e direitos humanos, com base nas demandas reais da comunidade.
Assim, o projeto atua como instrumento de fortalecimento social, promovendo o reconhecimento dos jovens como sujeitos ativos na produção de informação e na construção da memória coletiva da comunidade.
Dessa forma, os grupos de planejamento familiar, por estarem inseridos no território e próximos da realidade da população, permitem uma abordagem integral de indivíduos e famílias, promovendo autonomia e escolhas conscientes. O trabalho em grupo favorece a troca de experiências, fortalece vínculos com a equipe multiprofissional e reduz barreiras de acesso à informação e aos serviços de saúde.
Portanto, esses grupos configuram-se como importante estratégia de cuidado na Atenção Primária à Saúde (APS), contribuindo para a integralidade do cuidado e para a melhoria da qualidade de vida da população.
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Na ocasião, a comissão realizou uma análise minuciosa dos prontuários referentes às linhas de cuidado de tuberculose, crianças menores de dois anos e pré-natal, abrangendo tanto os casos de risco habitual quanto os de alto risco. As atividades incluíram a verificação da qualidade e completude das anotações, a conferência das informações essenciais ao acompanhamento longitudinal dos usuários e a identificação de oportunidades de melhoria nos processos de registro e monitoramento dos casos.
Dessa forma, a revisão sistemática dos prontuários contribui diretamente para a qualificação da assistência, o fortalecimento do trabalho multiprofissional e a consolidação da segurança do paciente e da continuidade do cuidado. Ademais, esse processo favorece o aprimoramento das práticas clínicas e administrativas, refletindo positivamente na gestão dos serviços e na tomada de decisões em saúde pública.
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Nesse contexto, na manhã do dia 04 de janeiro de 2026, na sala de reunião da OTICS-Rio Rocinha, os acadêmicos internos de medicina da UNIRIO, os acadêmicos internode de medicina, José Pedro e Victor Masaki, participaram de uma atividade prática junto à médica RT Juliana Noronha, da CF Rinaldo De Lamare. O encontro teve como objetivo avaliar e organizar exames laboratoriais de usuários acompanhados pelas equipes de Saúde da Família da unidade.
Durante a atividade, os acadêmicos realizaram a análise criteriosa dos resultados dos exames, identificando aqueles dentro dos parâmetros de normalidade e separando os que apresentavam alterações. Esse processo é feito de forma supervisionada, garantindo segurança clínica e aprendizado qualificado, além de otimizar o fluxo de trabalho da unidade.
Após a avaliação, os exames são distribuídos às respectivas equipes de Saúde da Família (eSF), permitindo que cada equipe tenha acesso rápido às informações de seus usuários. Os exames com resultados alterados recebem atenção especial sendo destacados e sinalizados para acompanhamento prioritário. Nesses casos, os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) são acionados para orientar os usuários a comparecerem à unidade para consulta, assegurando o cuidado oportuno e a continuidade do acompanhamento.
Diante disso, a atuação dos acadêmicos internos na Atenção Primária à saúde (APS) vai além do aprendizado técnico. Ela contribui diretamente para a organização dos processos de trabalho, fortalece a integração entre ensino e serviço e reforça o compromisso com um cuidado mais resolutivo e humanizado. Ao vivenciarem o cotidiano da Atenção Primária à saúde (APS), os futuros médicos compreendem, na prática, a importância do trabalho em equipe e do acompanhamento longitudinal dos usuários, pilares fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS).
Na Atenção Primária à Saúde (APS), a informação é uma das principais ferramentas de prevenção. Enquanto aguardam atendimento, usuários e familiares têm a oportunidade de conhecer os sinais e sintomas da hanseníase, compreender a importância do diagnóstico precoce e saber que a doença tem cura, com tratamento gratuito disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esse contato inicial com o conhecimento fortalece o vínculo com a equipe de Saúde da Família (eSF) e estimula a busca oportuna por cuidado.
Dessa forma, a utilização da sala de espera para ações educativas durante o Janeiro Roxo reforça o papel da Atenção Primária à Saúde (APS), promovendo prevenção, acolhimento e cuidado integral.
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Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) atuam diretamente no território, realizando visitas domiciliares, identificando necessidades de saúde da população, acompanhando famílias, orientando usuários e servindo como elo fundamental entre a comunidade e a equipe de Saúde da Família (eSF). Entre suas atribuições estão o acompanhamento de gestantes, crianças, pessoas com doenças crônicas, além do monitoramento de situações de vulnerabilidade social e de risco à saúde.
Dessa forma, o cadastramento dos usuários é uma etapa essencial no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS) e do Sistema Único de Saúde (SUS), pois permite conhecer a realidade do território, planejar ações de forma mais eficiente e garantir que os serviços cheguem a quem mais precisa. Dados atualizados possibilitam uma melhor organização da rede de atenção, fortalecendo princípios como a equidade, ao direcionar cuidados conforme as necessidades específicas de cada população.
Durante a atividade, os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) realizaram atualizações de endereço, telefone e demais informações pessoais, assegurando maior precisão nos registros. Essas atualizações são fundamentais para a entrega de resultados de exames, para o agendamento e solicitação de procedimentos via SISREG, além de facilitar o contato da equipe de saúde com os usuários, evitando perdas de acompanhamento e atrasos no cuidado.
Diante disso, a iniciativa também contribui diretamente para a longitudinalidade do cuidado, uma vez que o acompanhamento contínuo dos usuários ao longo do tempo depende de informações confiáveis. Ao manter os cadastros organizados, os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) fortalecem a coordenação do cuidado, permitindo que a Atenção Primária à Saúde (APS) articule os diferentes pontos da rede de saúde de forma integrada. Dessa forma, a atividade reafirma a integralidade da atenção, garantindo que o usuário seja visto em sua totalidade, considerando aspectos sociais, familiares e de saúde.
Contudo, a ação realizada evidencia, portanto, como o trabalho técnico e cotidiano dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) é indispensável para o funcionamento eficiente da Atenção Primária à Saúde (APS) e para a efetivação dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) no território.
Já o Janeiro Roxo tem como foco a conscientização sobre a hanseníase, doença infecciosa crônica que, quando diagnosticada precocemente, tem tratamento eficaz e cura. A equipe orientou os usuários sobre sinais e sintomas, formas de transmissão, importância do diagnóstico precoce e combate ao estigma ainda associado à doença. A ação reforçou que a informação é uma ferramenta essencial para reduzir preconceitos e ampliar o acesso ao cuidado oportuno.
No contexto da Atenção Primária à Saúde (APS), as temáticas abordadas dialogam diretamente com o cuidado integral, contínuo e centrado na pessoa. A Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha papel fundamental tanto na prevenção de agravos quanto na identificação precoce de condições de saúde, no acompanhamento longitudinal e na articulação com a rede de atenção, garantindo cuidado resolutivo e humanizado.
Contudo, a atividade evidencia a importância da atuação multiprofissional nesses espaços. A integração entre os profissionais da equipe de Saúde da Família (eSF) e a psicóloga permitiu uma abordagem ampliada, contemplando aspectos físicos, mentais e sociais da saúde. Essa atuação conjunta fortalece o vínculo com os usuários, qualifica o cuidado e reafirma o compromisso da Atenção Primária à Saúde (APS) com a promoção da saúde e a construção de uma assistência mais acessível e humanizada.