Com o intuito de fomentar e desenvolver uma avaliação multidimensional da criança considerando várias dimensões do desenvolvimento, reconhecendo a criança como um sujeito em formação inserido em contextos familiares e socioculturais. Nesse sentido, na manhã do dia 13 de agosto de 2025, no auditório do Centro de Cidadania Rinaldo De Lamare, a Clínica da Família Rinaldo De Lamare promoveu uma ação voltada à avaliação multidimensional da criança. Além de avaliação da caderneta de vacinação, aplicação de vacinas, avaliação dentária, aplicação de flúor, avaliação antropométrica, perímetro cefálico e avaliação da curva de desenvolvimento infantil.
A atividade idealizada pelas equipes de Saúde da Família (eSF) contou com palestras sobre prevenção de acidentes na infância, ministradas pela médica residente em pediatria Júlia, do Instituto Fernandes Figueira (IFF). Também participaram os residentes do Programa de Residência em Enfermagem de Família e Comunidade (PREFC) abordando temas nutricionais como a importância da amamentação nos primeiros meses de vida, a equipe de saúde bucal da CF Rinaldo De Lamare abordou, respectivamente, os temas de alimentação saudável e de cuidados com a higiene bucal infantil.
Sendo assim, a avaliação multidimensional, realizada por equipes multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde (APS), utiliza protocolos do Ministério da Saúde (MS) e instrumentos clínicos e psicoeducacionais para analisar aspectos como desenvolvimento, crescimento, nutrição, saúde emocional, condições socioeconômicas, vínculo familiar e acesso a serviços.
Diante disso, o evento idealizado pelas equipes de Saúde da Família (eSF) fortalece o vínculo entre as famílias e a Unidade de saúde, atualizando e compartilhando informações não somente coletadas em atendimentos e visitas domiciliares, mas registradas em prontuários eletrônicos e discutidas em equipe para orientar planos de cuidado integrados.
Nesse contexto, a aplicação da avaliação multidimensional permite a identificação precoce de vulnerabilidades, como atrasos no desenvolvimento, sinais de sofrimento psíquico, situações de negligência ou risco social, entre outras. Além disso, fortalece o vínculo entre profissionais de saúde, crianças e suas famílias, contribuindo para a construção de um cuidado mais humanizado e centrado nas necessidades reais da população infantil.
Portanto, a avaliação multidimensional da criança, como desenvolvida na Clínica da Família (CF) Rinaldo De Lamare, representa um avanço na qualificação do cuidado infantil no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS). Ao considerar as múltiplas dimensões que atravessam a infância, essa abordagem contribui para a efetivação dos direitos da criança, a redução das iniquidades em saúde e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) como política pública universal e integral.

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Fonte:
Scielo




Diante disso, a Oficina de Territorialização foi conduzida por Eduardo Queirolo, responsável pelo georreferenciamento da Divisão de Informação, Controle e Avaliação (DICA), da Coordenadoria Geral de Atenção Primária (CAP 2.1). Utilizando o software Google Earth Pro, os participantes revisaram e redefiniram as microáreas de cobertura da Equipe de Saúde da Família (eSF) Macega, com base em dados populacionais e na experiência territorial dos profissionais.
Nesse contexto, a atualização do território é essencial para garantir um cuidado em saúde mais direcionado e resolutivo. A territorialização, no âmbito da Estratégia Saúde da Família (ESF), é muito mais do que delimitação geográfica; é um processo técnico-político que possibilita compreender os determinantes sociais, epidemiológicos e demográficos da população assistida, contribuindo para o planejamento eficaz das ações de saúde.
Contudo, as metodologias participativas baseadas no território, como o uso de mapeamentos sociais e ambientais em oficinas, mostram-se fundamentais para fortalecer a atuação da Atenção Primária à Saúde (APS), especialmente quando integradas à participação social e à determinação social do processo saúde-doença.
Dessa forma, a Oficina de Territorialização fortalece os pilares do Sistema Único de Saúde (SUS) universalidade, integralidade e equidade, aproximando os serviços da realidade vivida pela comunidade. Com o conhecimento territorial atualizado, as Equipes de Saúde da Família (eSF) podem desenvolver linhas de cuidado adequadas à realidade local, contribuindo para a redução das desigualdades e iniquidades em saúde.
Portanto, a atividade de atualizar o território e as microáreas com as Equipes de Saúde da Família (eSF) reafirma a importância da Atenção Primária à Saúde (APS) como porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), evidenciando o papel estratégico das Unidades Básicas de Saúde (UBS), Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde (CMS) na transformação das condições de vida e saúde da população.




























