No intuito de contextualizar e fomentar uma formação médica mais humanizada e alinhada às reais necessidades da população, na manhã do dia 13 de agosto foi realizada uma roda de conversa com acadêmicos de Medicina, tendo como tema central “Atenção Primária à Saúde e Território”. O encontro ocorreu no auditório da OTICS – Rio Rocinha, e foi mediado pela preceptora Lívia Maria de Souza Pinto. A atividade teve como principal objetivo fomentar a reflexão entre os estudantes da Universidade Veiga de Almeida (UVA) sobre o papel do médico na Estratégia Saúde da Família (ESF), ressaltando a importância do vínculo com a comunidade e do reconhecimento do território como elemento fundamental no cuidado em saúde.Sendo assim, durante a roda, foi discutido o conceito ampliado de saúde, que ultrapassa a ausência de doença, considerando os determinantes sociais e as condições de vida da população e os desafios enfrentados no cotidiano da Atenção Primária à Saúde (APS).
Um ponto central do debate foi o território como espaço vivo, dinâmico e determinante para a prática da Atenção Primária à Saúde (APS). A importância do conhecimento do território não apenas como delimitação geográfica, mas como espaço de relações sociais, culturais e políticas que impactam diretamente nos processos de cuidado.
Portanto, a roda de conversa também permitiu uma troca rica sobre as potencialidades da Atenção Primária à Saúde (APS) na promoção da saúde, prevenção de doenças e fortalecimento do cuidado longitudinal e resolutivo. Foi ressaltado que a atuação médica nesse nível de atenção requer habilidades que vão além do conhecimento técnico, incluindo escuta qualificada, empatia, trabalho em equipe e capacidade de articulação com outros setores.
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Fonte:
Gov.br










Diante disso, a Oficina de Territorialização foi conduzida por Eduardo Queirolo, responsável pelo georreferenciamento da Divisão de Informação, Controle e Avaliação (DICA), da Coordenadoria Geral de Atenção Primária (CAP 2.1). Utilizando o software Google Earth Pro, os participantes revisaram e redefiniram as microáreas de cobertura da Equipe de Saúde da Família (eSF) Macega, com base em dados populacionais e na experiência territorial dos profissionais.
Nesse contexto, a atualização do território é essencial para garantir um cuidado em saúde mais direcionado e resolutivo. A territorialização, no âmbito da Estratégia Saúde da Família (ESF), é muito mais do que delimitação geográfica; é um processo técnico-político que possibilita compreender os determinantes sociais, epidemiológicos e demográficos da população assistida, contribuindo para o planejamento eficaz das ações de saúde.
Contudo, as metodologias participativas baseadas no território, como o uso de mapeamentos sociais e ambientais em oficinas, mostram-se fundamentais para fortalecer a atuação da Atenção Primária à Saúde (APS), especialmente quando integradas à participação social e à determinação social do processo saúde-doença.
Dessa forma, a Oficina de Territorialização fortalece os pilares do Sistema Único de Saúde (SUS) universalidade, integralidade e equidade, aproximando os serviços da realidade vivida pela comunidade. Com o conhecimento territorial atualizado, as Equipes de Saúde da Família (eSF) podem desenvolver linhas de cuidado adequadas à realidade local, contribuindo para a redução das desigualdades e iniquidades em saúde.
Portanto, a atividade de atualizar o território e as microáreas com as Equipes de Saúde da Família (eSF) reafirma a importância da Atenção Primária à Saúde (APS) como porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), evidenciando o papel estratégico das Unidades Básicas de Saúde (UBS), Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde (CMS) na transformação das condições de vida e saúde da população.























