Como intuito de criar um espaço estratégico de cuidado longitudinal, que coloca o usuário como protagonista do seu tratamento e reforça o papel da Atenção Primária à Saúde (APS) como base do cuidado no Sistema único de Saúde (SUS). Na manhã do dia 27 de janeiro de 2026, o Centro Municipal de Saúde Rodolpho Perisse realizou consulta de Hiperdia na Vila Olímpica do Vidigal, conduzida pela enfermeira Larissa Cardoso, reforçando o compromisso da Atenção Primária à Saúde com o cuidado contínuo e integral das pessoas com doenças crônicas.
Assim, o Hiperdia é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao acompanhamento de usuários com hipertensão arterial e diabetes mellitus, condições crônicas que representam importantes causas de adoecimento e complicações evitáveis. O público-alvo desse tipo de consulta inclui adultos e idosos diagnosticados com hipertensão, diabetes ou ambas as condições, especialmente aqueles vinculados às equipes de Saúde da Família (eSF) do território.
Durante a consulta, são realizadas ações fundamentais como aferição da pressão arterial, verificação da glicemia capilar, avaliação do uso correto dos medicamentos, orientação sobre alimentação saudável, prática de atividade física, prevenção de complicações e escuta qualificada das queixas dos usuários. Além disso, o momento permite identificar sinais de alerta, atualizar o plano de cuidado e fortalecer o vínculo entre o usuário e a equipe de saúde.
Diante disso, esse tipo de acompanhamento tem impacto direto na melhoria da qualidade de vida, na prevenção de agravos e na redução de internações e complicações graves, como acidente vascular cerebral (AVC), infarto agudo do miocárdio, insuficiência renal, amputações, problemas de visão e outras condições associadas ao descontrole da pressão arterial e da glicemia. A ausência de acompanhamento regular pela equipe de Saúde da Família (eSF) pode levar ao agravamento silencioso dessas doenças, uma vez que tanto a hipertensão quanto o diabetes podem evoluir sem sintomas aparentes. Entre os agravos mais comuns estão o descontrole clínico, o uso inadequado de medicamentos, o aparecimento de complicações cardiovasculares e a perda da oportunidade de intervenções precoces.
Na Atenção Primária à Saúde (APS), o acompanhamento de pessoas com hipertensão e diabetes é feito de forma contínua, multiprofissional e territorializada. As equipes realizam consultas periódicas, visitas domiciliares, ações educativas, grupos de promoção da saúde e monitoramento por meio de prontuários eletrônicos, garantindo um cuidado próximo, resolutivo e centrado nas necessidades de cada usuário. A Atenção Primária como porta de entrada do SUS e como espaço estratégico para o controle das doenças crônicas, promove saúde, prevenindo complicações e fortalecendo o cuidado ao longo da vida.
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Fonte:
Doenças Crônicas Não Transmissíveis