Acolhimento na Atenção Primária à Saúde: a porta de entrada que fortalece o SUS – CF Rinaldo De Lamare

Na Atenção Primária à Saúde (APS), o acolhimento representa muito mais do que o primeiro contato do usuário com o serviço: trata-se de uma estratégia fundamental para garantir acesso, escuta qualificada e cuidado integral no Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse contexto, na tarde do dia 22 de dezembro de 2025 a Clínica da Família Rinaldo De Lamare, fomenta esse processo que atende, organiza o fluxo de atendimento, fortalece o vínculo entre profissionais e a comunidade e contribui diretamente para a efetividade das ações de saúde no território.
Dessa forma, os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) desempenham papel central nesse contexto. Atuando como elo entre a unidade de saúde e a população, os ACSs realizam visitas domiciliares, identificam necessidades de saúde, acompanham famílias, orientam sobre prevenção de doenças e promoção da saúde, além de estimular o uso adequado dos serviços ofertados pela Clínica da Família. Sua atuação permite o conhecimento detalhado do território, das condições de vida e dos principais agravos que afetam a comunidade, subsidiando o planejamento das ações da equipe multiprofissional.
Diante disso, o acolhimento na Clínica da Família é realizado de forma contínua e humanizada, geralmente logo na chegada do usuário à unidade. Nesse momento, o cidadão é recebido por profissionais capacitados como Agentes Comunitários de saúde (ACS) que realizam a escuta inicial, identificam a demanda apresentada e avaliam a necessidade de atendimento imediato ou encaminhamento para consulta de enfermagem. O foco não está apenas na queixa, mas na compreensão integral da situação de saúde do usuário, respeitando seus aspectos sociais, culturais e emocionais.Outro eixo essencial da Atenção Primária à Saúde (APS) é o cadastramento das famílias e indivíduos, realizado principalmente pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), com apoio da equipe de Saúde da Família (eSF). Esse processo envolve a coleta de informações sociodemográficas, condições de moradia, composição familiar e histórico de saúde, que são registradas nos sistemas de informação do SUS. O cadastro permite a adscrição da população às equipes de Saúde da Família (eSF), garantindo o acompanhamento longitudinal e facilitando a organização do cuidado no território.
Contudo, o impacto do acolhimento e do cadastramento no Sistema Único de Saúde (SUS) é significativo. Ao fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS), essas ações contribuem para a redução de filas, diminuição da procura desnecessária por serviços de urgência e emergência e melhoria da resolutividade dos problemas de saúde mais comuns. Além disso, possibilitam intervenções precoces, acompanhamento contínuo de condições crônicas e maior equidade no acesso aos serviços.
Dessa forma, o acolhimento na Atenção Primária à Saúde (APS) estabelece-se como uma ferramenta estratégica para a humanização do cuidado, o fortalecimento do vínculo entre usuários e equipes e a efetivação dos princípios do SUS. Ao colocar o cidadão no centro do cuidado, a Clínica da Família reafirma seu papel como principal porta de entrada do sistema e como base para uma atenção à saúde mais justa, integral e resolutiva.

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Fonte: Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)