Na manhã do dia 17 de novembro de 2025, a Clínica da Família Maria do Socorro Silva e Souza promoveu uma importante Reunião de Alinhamento da Comissão de Óbito, reunindo profissionais de diferentes áreas para fortalecer os processos de investigação e análise de óbitos no território. O encontro integrou médicos, enfermeiros, técnicos, agentes comunitários de saúde, profissionais da vigilância e gestores da unidade reforçando o caráter multiprofissional e estratégico dessas comissões no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS).
Dessa forma, a Comissão de Óbito é um dispositivo essencial para a qualificação do cuidado no Sistema Único de Saúde (SUS). Seu papel vai além de revisar casos: ela busca compreender fatores assistenciais, sociais, clínicos e estruturais envolvidos no desfecho, identificar oportunidades de melhoria e garantir que os serviços atuem de forma preventiva para reduzir riscos e evitar novos agravos.
Sendo assim, durante a reunião, foram revisados aspectos fundamentais da vigilância de óbitos, como: padronização dos fluxos assistenciais e administrativos, garantindo que todas as equipes sigam os mesmos critérios e prazos para notificação, investigação e registro; melhoria da qualidade das informações nos prontuários eletrônicos, etapa essencial para análises epidemiológicas precisas e para o rastreamento adequado da linha do cuidado; revisão de critérios técnicos e clínicos utilizados nas análises, com foco em aprimorar a identificação de causas evitáveis e subsidiar ações corretivas no território; unificação de procedimentos e redução de inconsistências, fortalecendo a integração entre vigilância, equipes de saúde da família e gestão.
Contudo, o encontro também reforçou a importância do engajamento contínuo das Equipes de Saúde da Família (eSF), especialmente na identificação precoce de pacientes em situação de vulnerabilidade, acompanhamento longitudinal, investigação de óbitos domiciliares, além da notificação oportuna de agravos. Assim, esses espaços de discussão e alinhamento são fundamentais na Atenção Primária à Saúde (APS), pois permitem que os serviços aprimorem constantemente sua capacidade de resposta, qualifiquem a assistência, ampliem a segurança do paciente e fortaleçam a vigilância em saúde, pilares essenciais do Sistema Único de Saúde (SUS).
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