Com o intuito de iniciar a vivência na Atenção Primária em Saúde (APS), os acadêmicos têm a oportunidade de conhecer a realidade social, cultural e epidemiológica das Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde, compreendendo o impacto dos determinantes sociais da saúde. Nesse contexto, na tarde do dia 12 de agosto de 2025, no auditório da OTICS – Rio Rocinha, a enfermeira preceptora Ana Carolina dos Santos ministrou uma aula aos acadêmicos de Medicina do segundo período da Universidade Veiga de Almeida (UVA). Durante o encontro, foram abordadas as principais ações desenvolvidas na Atenção Primária à Saúde (APS), incluindo promoção da saúde, prevenção de doenças, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde, todas realizadas de forma contínua, integrada e centrada nas necessidades da população.
Sendo assim, para os acadêmicos de Medicina do 2º período da Universidade Veiga de Almeida (UVA), esse contato direto com a população permite que desenvolvam habilidades essenciais, como a escuta qualificada, o vínculo com o paciente, o trabalho em equipe multiprofissional e a tomada de decisão baseada na integralidade do cuidado, um momento fundamental na formação médica. Desde o início da graduação, é essencial compreender a importância do cuidado centrado na pessoa, no contexto familiar e comunitário, com foco na longitudinalidade do cuidado e no fortalecimento do vínculo entre profissionais e usuários.
Portanto, ao longo desse processo formativo, os alunos são introduzidos às diretrizes da Estratégia Saúde da Família (ESF), bem como aos princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, compreendem a relevância do trabalho em equipe multiprofissional como eixo estruturante da prática em saúde.
Dessa forma, a vivência na Atenção Primária à Saúde (APS) promove a construção de um olhar ampliado sobre o processo saúde-doença, contribuindo para a formação de médicos socialmente comprometidos e tecnicamente qualificados. Fomentar o ensino prático de médicos na Atenção Primária significa investir em um sistema de saúde mais resolutivo, acessível e equitativo. Essa vivência contribui não apenas para a qualificação profissional, mas também para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e para a promoção de uma saúde mais próxima, humana e efetiva para todos.
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Fonte:
Gov.br
Diante disso, a Oficina de Territorialização foi conduzida por Eduardo Queirolo, responsável pelo georreferenciamento da Divisão de Informação, Controle e Avaliação (DICA), da Coordenadoria Geral de Atenção Primária (CAP 2.1). Utilizando o software Google Earth Pro, os participantes revisaram e redefiniram as microáreas de cobertura da Equipe de Saúde da Família (eSF) Macega, com base em dados populacionais e na experiência territorial dos profissionais.
Nesse contexto, a atualização do território é essencial para garantir um cuidado em saúde mais direcionado e resolutivo. A territorialização, no âmbito da Estratégia Saúde da Família (ESF), é muito mais do que delimitação geográfica; é um processo técnico-político que possibilita compreender os determinantes sociais, epidemiológicos e demográficos da população assistida, contribuindo para o planejamento eficaz das ações de saúde.
Contudo, as metodologias participativas baseadas no território, como o uso de mapeamentos sociais e ambientais em oficinas, mostram-se fundamentais para fortalecer a atuação da Atenção Primária à Saúde (APS), especialmente quando integradas à participação social e à determinação social do processo saúde-doença.
Dessa forma, a Oficina de Territorialização fortalece os pilares do Sistema Único de Saúde (SUS) universalidade, integralidade e equidade, aproximando os serviços da realidade vivida pela comunidade. Com o conhecimento territorial atualizado, as Equipes de Saúde da Família (eSF) podem desenvolver linhas de cuidado adequadas à realidade local, contribuindo para a redução das desigualdades e iniquidades em saúde.
Portanto, a atividade de atualizar o território e as microáreas com as Equipes de Saúde da Família (eSF) reafirma a importância da Atenção Primária à Saúde (APS) como porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), evidenciando o papel estratégico das Unidades Básicas de Saúde (UBS), Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde (CMS) na transformação das condições de vida e saúde da população.
































