Com o intuito de promover reflexão, sensibilização e qualificação profissional sobre como o racismo se manifesta no atendimento em saúde e no cuidado às pessoas, especialmente no cotidiano da Atenção Primária à saúde (APS). Na tarde do dia 11 de dezembro de 2025 foi marcada por um importante momento de diálogo e reflexão no auditório da OTICS-Rio Rocinha. A atividade, conduzida pelos médicos Felipe Riesen e Michael Duncan, reuniu profissionais vinculados ao Programa Mais Médicos das áreas programáticas 1.0, 2.1 e 2.2 para uma Roda de Conversa sobre a Expressão do Racismo na Saúde e no Cuidado, tema central para a qualificação da atenção em saúde no território.
O Programa Mais Médicos, criado pelo Governo Federal, tem como objetivo ampliar o acesso à atenção básica, reduzir desigualdades regionais e garantir a presença de profissionais médicos em áreas de maior vulnerabilidade social. Sua importância se evidencia na ampliação da cobertura assistencial, na continuidade do cuidado e na aproximação entre equipes de saúde e comunidades historicamente desassistidas.
Durante a roda de conversa, os facilitadores destacaram como o racismo estrutural impacta diretamente o acesso, a qualidade do atendimento e os desfechos em saúde da população negra. Foram discutidos exemplos cotidianos, barreiras institucionais e a necessidade de reconhecimento das desigualdades raciais como determinantes sociais que moldam a experiência dos usuários no sistema de saúde.
Dessa forma, espaços como esse se mostram essenciais para fortalecer a formação crítica dos profissionais e promover práticas mais sensíveis, humanizadas e equitativas. Ao permitir a troca de vivências e a construção coletiva de conhecimento, a roda contribui para que médicos e equipes desenvolvam maior capacidade de identificar situações de discriminação, aprimorar abordagens clínicas e reconhecer vieses que podem influenciar o cuidado. Diante disso, o impacto dessa discussão na Atenção Primária à Saúde (APS) é direto. Profissionais mais preparados para compreender e enfrentar o racismo institucional tendem a oferecer um cuidado mais acolhedor, resolver demandas com mais efetividade e fortalecer o vínculo com a comunidade. Isso se reflete em maior adesão aos tratamentos, ampliação da prevenção, melhoria dos indicadores de saúde e promoção da equidade.
A atividade reforçou o compromisso das equipes de Saúde da Família (eSF) com a construção de um Sistema Único de Família (SUS) mais justo, inclusivo e atento às necessidades reais da população. Ao abordar temas estruturantes como o racismo no cuidado, a Atenção Primária à Saúde (APS) reafirma seu papel central na transformação social e na garantia do direito à saúde para todos.
Saiba mais na unidade de saúde mais próxima.
Fonte: Programa Mais Médico



























